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Coocam reuniu amigos e lideranças no Tradicional Michuin

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Sempre no último sábado do mês de novembro, o encontro dos amigos acontece tradicionalmente na Fazenda São João, em Campos Novos.

“Uma confraternização feita de amigos para amigos”. A frase do vice-presidente da Cooperativa Agropecuária Camponovense (Coocam), Riscala Miguel Fadel Junior, durante o cerimonial de abertura do Michuim, reafirma a opinião unanime dos responsáveis pela realização do evento feito por muitas mãos.

Além da equipe de colaboradores da cooperativa, envolvida na organização, um grupo de aproximadamente 50 voluntários/amigos ajudam na preparação do cardápio. Os últimos preparativos duram cerca de uma semana de trabalho, desde o abate dos animais até o momento de a carne ser servida aos convidados. “Prometi para mim mesmo que faria um agradecimento formal aos amigos voluntários que todos os anos trabalham incansavelmente, preparando tudo para o dia do evento. Obrigado aos amigos do Michuim, vocês são parte desse sucesso”, falou João Carlos Di Domenico, durante seu pronunciamento oficial.

O evento social da Coocam foi realizado no último sábado, 25, na Fazenda São João de propriedade da família Di Domenico. A próxima edição do Michuim já tem data marcada, será dia 30 de novembro de 2024.

 

Michuim – palavra árabe e prato de origem Marroquina

O Michuim, prato principal da confraternização da Coocam, é um carneiro recheado, que tem sua especificidade desde o momento do abate até o preparo, com um tempero especial que agrada todos os paladares. O prato é de origem marroquina, aperfeiçoado pelos franceses e adaptado para as condições da região de Campos Novos.

Na edição de 2023, o Senador Amin finalizou seu pronunciamento na abertura oficial da festa, compartilhando conhecimento sobre a origem da palavra michuim. “É uma palavra árabe que significa, comer da maneira mais fraterna”, partilhou.  

No total são preparados três animais machos, já que na procriação as fêmeas aumentam o volume da carcaça e podem prejudicar o resultado final do prato. No total foram servidos cerca de 1300 quilos de carnes e aproximadamente 2,5 mil litros de chopp.

O Michuim conta com apoio financeiro do Sistema Ocesc/Sescoop, Faesc/Senar, Fecoagro, Syngenta, Bayer, Corteva, Pionner, Fertipar, Sicredi e Inquima. 

Cerimonial de abertura

A principal pauta dos discursos das autoridades durante a abertura oficial do Michuim da Coocam, edição 2023, além da importância do evento social da cooperativa, esteve voltado ao fortalecimento do agronegócio – setor o qual, vive momentos difíceis devido as más condições climáticas e crises políticas; altos preços dos insumos e custos em alta; desvalorização dos produtos agrícolas, entre outras dificuldades que refletem no trabalho dos empresários rurais, da porteira para dentro.

Os diretores da Coocam, João Carlos Di Domenico, presidente; Riscala Miguel Fadel Junior, vice-presidente e Carlos Emílio Almeida, secretário; recepcionaram as autoridades, durante a abertura oficial. Fizeram parte do cerimonial, representantes de entidades do agronegócio e do setor público: Neivor Canton, presidente da Aurora Coop; José Zeferino Pedrozo, presidente da Faesc; Esperidião Amin, senador da República; Altair Silva, deputado estadual; Valdir Colatto, secretário de agricultura de Santa Catarina; Gilmar Marco Pereira, prefeito de Campos Novos; João Batista Almeida, presidente da Câmara de Vereadores de Campos Novos; Alexandre Alvady Di Domenico, presidente da Aprosoja SC; Jorge Lima, diretor executivo do Sindicarnes SC e Luiz Sérgio Gris, presidente do Sindicato Rural. Cerca de 800 convidados participaram da edição 2023 do Michuim. Entre eles associados e clientes da Coocam, presidentes e vice de cooperativas, fornecedores, prefeitos, vereadores, entre outros amigos da Coocam.

Em seu discurso, o vice-presidente da Coocam, Riscala Miguel Fadel Junior, falou sobre  2023, um ano desafiador, enfatizou as crises na agroindústria e insumos, enfim, as inúmeras dificuldades enfrentadas na agricultura e pecuária. Citou a falta de incentivo dos governantes ao agronegócio, não apenas em investimentos, mas, quanto ao apoio a cadeia produtiva. As demais lideranças do cooperativismo também pediram segurança jurídica, atenção dos órgãos governamentais aos empresários rurais e reconhecimento do agronegócio – esfera responsável por grande parte do PIB brasileiro e exportações.

O Senador da República, Esperidião Amin, falou da complexidade atual em que vivem os brasileiros, dando destaque ao Projeto de Lei do Marco Temporal – tese jurídica em debate há quase 15 anos. “Temos grandes lutas para travar e a mais próxima diante de nós é o Marco Temporal que vai contar com todo nosso esforço, para derrubar o veto presidencial e devolvermos o assunto para a Ordem do Dia em busca de justiça. Isso significa direito e responsabilidade. O Marco Temporal faz parte da vida humana e precisa fazer parte das referências. Todas as Constituições desde a de 1934 até de 1988, estabeleceram o direito às terras no verbo no presente do indicativo, então isso vai se transformar em uma luta interessante para o bem do Brasil e vai ajudar a devolver mais serenidade para a questão do agronegócio que clama pela mínima segurança para o desenvolvimento do setor, como tem sido”, disse Amin. O Senador Esperidião Amin, um admirador e amigo da Coocam, sempre faz questão de participar do Michuim.

O Secretário de Agricultura de Santa Catarina Valdir Colatto, parabenizou a Coocam pela realização do Michuim. Sobre o agronegócio, Colatto lembro que o estado catarinense possui mais de 385 mil propriedades e o 5º maior produtor do Brasil. “Nosso agricultor faz a diferença, mas encontra problemas com o clima e governantes que trabalham contra o agro e isso não podemos admitir. O agro precisa se colocar do tamanho que é. O agro não pode pagar mais impostos do que já paga. Hoje uma grande porcentagem do trabalho, da produção se transformam em impostos – um sócio oculto. A cada três sacas de soja, por exemplo, uma vai para o governo e nós não podemos ser esse sócio que colhe sem plantar. Precisamos da Reforma Tributária, para isso, precisamos nos organizar”, observou o Secretário da Agricultura.

No seu pronunciamento o Deputado Estadual, Altair Silva, frisou que o Michuim é o encontro dos amigos do agro. “Ficamos esperando esse encontro e deixamos marcado no calendário todos os anos”, disse ele, completando que o ano de 2023 está sendo de muitos desafios aos empresários rurais. “O agro sempre viveu superando as diversidades, ano após ano”. Disse ainda que a voz do agro precisa ser ouvida. “O atual Governo Federal não vê com bons olhos quem gera riqueza nesse país, tratando o empresário rural com desprezo. Isso não é bom para a economia e nem para os brasileiros”. Altair Silva lembrou que 70% das exportações brasileiras saem de Santa Catarina. “O agro é a marca de Santa Catarina e o Michuim e o encontro do agro, do cooperativismo, de pessoas que tem paixão em produzir alimentos e por isso, precisam de reconhecimento maior de nossas entidades”, disse Altair Silva.

Neivor Canton, presidente da Aurora Coop, destacou que o maior desafio do homem do campo é manter suas atividades. “Ainda não determinamos reduções de cultivos no campo e não desempregamos pessoas para manter os níveis de produções e as famílias, mas, para manter o setor precisamos de muita criatividade. Para levar alimento às mesas dos brasileiros e outras nações, necessitamos dessa continuidade do meio rural. Precisamos buscar as mudanças que nosso país precisa”, comentou Neivor.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faesc), José Zeferino Pedrozo, lembrou de suas participações no Michuim, enfatizando que a confraternização anual é também um momento de memórias, de relembrar as edições passadas. “Tenho oportunidade de acompanhar desde o início, toda a trajetória da Coocam – a história dessa grande família. Desde a fundação da cooperativa, em 1993, estive em momentos muito importantes. Lembro que lá na inauguração estava o prefeito Nelson Serpa; o Norberto representando o Sistema Cooperativista; o Dejandir Dalpasquale e o Reno Caramori, representando a Assembleia Legislativa. Os anos foram se passando e hoje a Coocam deixou de ser só de Campos Novos e passou ser uma cooperativa nacional”, disse Zezo Pedroso.

Durante seu pronunciamento, o prefeito de Campos Novos, Gilmar Marco Pereira, falou sobre a importância do agronegócio e parabenizou a Coocam pelo evento que traz para o município de Campos Novos, visitantes vindos de diversos estados brasileiros. Em seu discurso Marco disse ainda que a prefeitura atua com parcerias para o desenvolvimento local.

O que disse o presidente

João Carlos Di Domenico, presidente da Coocam, reforçou que o Michuim é uma data esperada por todos os participantes. “O Michuim é o momento de trocarmos experiências, de igual para igual, de maneira simples. É neste evento que encontramos os amigos e abrimos portas, pois, aqui encontramos produtores, autoridades, empresários e lideranças do agro, onde podemos nos comunicar mais à vontade, com clareza e simplicidade, mas, com objetividade conforme o produtor gosta”, descreve o presidente da Coocam. “Pensem no orgulho que temos dessa confraternização, um momento de reencontro dos amigos”.

Sobre a valorização do agronegócio brasileiro, João Carlos acredita que o primeiro passo é saber escolher os governantes, principalmente as lideranças políticas. Para ele os cidadãos precisam agir com sabedoria para um país mais estável e digno para que todos possam compartilhar a riqueza do país. “É da política que vem líderes como Esperidião, que conseguem montar uma estrutura e mudar nossos destinos. Nosso agradecimento as lideranças por terem levantado essa tese de união para resolvermos nossos problemas”, comentou ele sobre os discursos das autoridades durante a solenidade.

Em coletiva de imprensa durante o Michuim, João Carlos ressaltou na entrevista que os brasileiros precisam saber de seus direitos e deveres. “São tantas normas e leis que não sabemos o que está certo ou errado e isso não pode mais acontecer no país, precisamos de clareza para continuarmos evoluindo, crescendo e se desenvolvendo. Isso está criando problemas em todas as áreas, sejam na segurança, no setor tributário ou jurídico.”, disse João Carlos, completando que uma das grandes dificuldades atual dos produtores está relacionada a logística. “Todo o ano precisamos gastar um pouco mais de nossa soja porque não tem estradas, ferrovias, profissionalismo nos órgãos controladores, falta de mão de obra e portos defasados, ficando muito moroso e caro”.

Homenagem

Os discursos também foram marcados por lembranças de ente queridos que fizeram parte da caminhada da Coocam. Zezo citou o saudoso Dejandir Dalpasquale. Assim como os amigos recordaram a atuação do saudoso Zeca (José Arlindo Di Domenico), grande incentivador do Michuim. O Senador Esperidião Amim lembrou de um dos sócios fundadores da Coocam, Dr. Riscala Miguel Fadel, médico muito conhecido pela comunidade camponovense e produtor rural. “Todos os camponovenses foram pacientes dele. Quando nasceram, ou em algum outro momento da vida ou, quando receberam uma facada em algum fandango ou em alguma boate”, brincou o Senador que é grande admirador do saudoso Dr. Riscala.

Fonte: ASCOM – Coocam

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